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MÉDICO RESPONDE:

Doença do Refluxo gastroesofágico (DRGE)

A Doença do Refluxo gastroesofágico (DRGE) é um dos problemas mais comuns relacionados ao aparelho digestivo. Estima-se que cerca de 45% da população ocidental relate a ocorrência de um episódio de refluxo por mês e que 5 a 10% destes indivíduos façam referência diária ao sintoma. Para esclarecer suas dúvidas sobre esta doença, conversamos com o Dr. Daniel de Faria CRM 269, médico do Hospital Adventista de Belém, especialista em Gastro-Cirurgia. Leia mais e como prevenir essa doença:

 

1. Como a DRGE pode ser definida?

A DRGE pode ser definida como a presença de sintomas, associados ou não á lesão da mucosa esofágica, como consequência da presença anormal do conteúdo gástrico no esôfago distal; é um distúrbio bastante comum nos países ocidentais, causando sintomas diários em 4 a 10% da população. Aproximadamente 2% da população adulta no mundo ocidental apresenta esofagite confirmada por endoscopia. A DRGE merece atenção especial porque está diretamente relacionada á qualidade de vida do indivíduo; diversas observações demonstram que pacientes com esofagite de refluxo tem uma qualidade de vida pior do que os ulcerosos duodenais, os hipertensos não tratados e os anginosos.

2. Quais são as causas do Refluxo Gastroesofágico?

Dr.: Em 60 a 70% dos pacientes com DRGE, a doença está relacionada com alterações no esfíncter inferior do Esôfago. O uso de alimentos que, em geral, desencadeiam o sintoma são aqueles que favorecem o Refluxo como: bebidas alcoólicas, refrigerantes especialmente os que contem cafeína como a coca-cola, reed bull, café, chá preto, chá mate, frituras, chocolate, gorduras e alguns irritantes como pimenta, pickles e vinagre.

O aumento da pressão abdominal também é um fator importante de RGE (refluxo gastroesofágico) como a obesidade e a gravidez.

3. Quais são os sintomas mais comuns da DRGE?

Na DRGE temos os sintomas Típicos e os Atípicos
Dentre os sintomas Típicos o principal é a sensação de queimação (pirose) na parte superior do abdomen com irradiação para a parte anterior do tórax. Em geral ocorre após as refeições, particularmente relacionadas com os alimentos acima e também quando se faz uma farta refeição e vai se deitar.

Temos também a Regurgitação, a Eructação, Sialorréia(aumento da saliva), Soluços Disfagia e etc.

Os sintomas atípicos, estão mais relacionados com o Sistema respiratório e são: Asma, rouquidão, tosse crônica, pneumonia de aspiração, bronquite, dor toráxica tipo coronariana, perda da dentina e etc

4. Como é feito o diagnóstico? O médico pode fazer o diagnóstico apenas pelos sinais descritos pelo paciente?

O diagnóstico da DRGE é fundamentalmente clínico onde o paciente relata os sintomas mencionados acima. Os exames subsidiários são realizados para a comprovação da inflamação no esôfago, bem como de possíveis complicações e para a comprovação do RGE.

A Endoscopia digestiva alta é o exame de escolha para a visualização da mucosa do esôfago. Permite observar desde as alterações iniciais da mucosa até as mais graves como: Erosões, Ulcerações, Estenoses e Câncer.

A existência de hérnia hiatal, o seu tamanho aproximado são dados que a endoscopia também pode fornecer.

Por estes motivos a Endoscopia digestiva alta e o “exame ouro” para constatar esofagite e ou suas complicações, mas não é o método ideal para constatar a presença do RGE.

Para comprovar a presença do refluxo a pHmetria de24horas tem duas indicações básicas: a) quando os sintomas referidos pelo paciente são atípicos e b) quando os pacientes com sintomas típicos não respondem ao tratamento adequado.

Existem vários outros exames que podem ser feitos conforme a necessidade, mas estes são os principais.

5. Qual é a melhor forma de tratar? Haverá restrições na dieta?

O tratamento da DRGE tem como finalidade: /Eliminar os Sintomas, Curar a Esofagite, Evitar Recidivas e Prevenir e ou tratar as Complicações.

O tratamento ideal da DRGE seria correção do Esfíncter inferior do esôfago, tornando-o realmente competente de modo que eliminássemos o Refluxo patológico. Infelizmente, o medicamento “mágico” que corrige as alterações motoras ainda não foi descoberto.

Cabe então ao médico e ao paciente minimizar ao máximo as condições que favoreçam o refluxo, para isto é importante esclarecer ao paciente que sua participação é fundamental e como é uma doença crônica precisa de cuidados pelo resto de sua vida.

Medidas comportamentais: Elevar a cabeceira do leito (15 a 20cm, utilizando o fator gravidade como auxiliar para diminuir a quantidade de conteúdo gástrico no esôfago), nunca se deitar após a refeição esperar pelo menos 2horas, evitar os alimentos que favoreçam o refluxo e que irritam a mucosa do esôfago ( já relacionados anteriormente), evitar o fumo e o álcool.

Tratamento Medicamentoso: os inibidores da bomba de prótons (Esomeprazol, Pantoprazol, Lanzoprazol e Omeprazol) são os medicamentos de primeira linha no tratamento da DRGE, pois eles têm uma potente e prolongada ação antisecretora.

Os antiácidos, ainda que possam promover alívio dos sintomas não previnem e não são úteis na prevenção ou tratamento das complicações.

6. Quando indicar a cirugia?

Nos pacientes que requerem dose alta de IBPs e nos que apresentam rápida recidiva dos sintomas quando a dose é reduzida pela metade.

Nos pacientes mais jovens que não desejam tomar medicação de uso contínuo pelo resto da vida.

7. Quais são os fatores de risco? É possível prevenir essa doença?

Estilo de vida desordenado, alimentação inadequado, obesidade, uso de álcool e fumo.

Quando o defeito no esfíncter inferior do esôfago não for congênito um estilo de vida adequado com exercício físico moderado, alimentação correta e evitar o uso de álcool e fumo podem ajudar muito na prevenção.
 
 
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